Força-tarefa nacional

“Os difíceis últimos meses deixam alguns legados, como a necessidade de união entre setor público e iniciativa privada”

Santa Catarina fechou 2020, ano absolutamente atípico e de crise provocada pela pandemia do coronavírus, com um aumento de arrecadação de 2,3% em relação ao ano anterior. O saldo positivo foi comemorado, é claro, pela Secretaria de Estado da Fazenda.

O resultado apresentado pelo governo mostra que a retomada das atividades produtivas no segundo semestre – mesmo em meio às incertezas sobre a Covid-19 e um vaivém de decisões judiciais – permitiu que a roda da economia voltasse a girar. Figuram como destaques os desempenhos dos setores de materiais de construção (+19,4%), medicamentos (+13,3%) e supermercados (+13,2%).

A diversificação econômica do Estado e a característica trabalhadora e empreendedora dos catarinenses fizeram a diferença nessa reação.
O cenário, lógico, está longe do ideal, mas mostra uma luz no fim do túnel.

Os difíceis últimos meses deixam alguns legados. A principal lição é a necessidade de união entre setor público e iniciativa privada: o caminho é diálogo permanente na busca de alternativas que garantam a manutenção da renda e beneficiem a maior parte da população.

Mesmo que muitas vezes intuitivamente, gestores e líderes empresariais ensaiam desde março do ano passado – quando começou o enfrentamento da pandemia – uma ampla e inédita força-tarefa em torno de um projeto que concilie sustentabilidade econômica e saúde coletiva.

Nesse início de ano, marcado pela esperança de uma vacinação em massa que garanta uma volta à “normalidade” – ou o mais próximo disso -, o esforço tem que ser no sentido de um planejamento a curto, médio e longo prazo que tenha como meta a recuperação dos empregos perdidos ao longo da crise sanitária. Não há mais tempo a perder.

Em Florianópolis, o plano que acaba de ser lançado pela administração municipal vai nessa linha: a mobilização dos mais variados setores em torno da capacitação profissional e identificação de oportunidades para criação de pelo menos 20 mil postos de trabalho, especialmente em setores-chave como tecnologia e turismo. Essa é a principal torcida para 2021.

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