Força-tarefa pela vacinação

Em quase um mês de imunização, Santa Catarina aplicou 176.481 doses da vacina contra a Covid-19, de acordo com balanço parcial divulgado ontem pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde.

Segundo dados informados pelos municípios, 143.754 são referentes a aplicações da primeira dose e 25.639 da segunda etapa. Vista como passaporte para o retorno à normalidade, ou o mais próximo disso, a campanha de vacinação contra o coronavírus transcorre, no entanto, em meio a dúvidas, questionamentos e pressão em torno de mais transparência.

O catarinense merece, por exemplo, esclarecimentos sobre a evolução lenta do programa de vacinação no Estado e a aparente desvantagem de Santa Catarina na divisão das remessas das doses que vem sendo enviadas pelo Ministério da Saúde.

Segundo o próprio secretário da Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, SC vem vacinando pouco porque vem recebendo menos material do que as demais unidades da federação. Há possibilidade, inclusive, de interrupção do programa de imunização na Capital caso novas vacinas não cheguem nos próximos dias.

Ministério Público estadual e a seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil definiram ontem, durante videconferência, que vão empreender uma ação conjunta para cobrar dados mais transparentes sobre a vacinação que está sendo executada pelos municípios, norteados pelas diretrizes repassadas pelo ministério.

Onze meses depois das primeiras medidas restritivas de enfrentamento da pandemia da Covid-19, é imprescindível que esse processo seja mais célere e cercado de todos os cuidados necessários para garantir absoluta transparência. A população, que vive sob restrições desde março do ano passado, precisa ter acesso, e de forma fácil, a informações confiáveis e objetivas sobre a campanha de vacinação contra a Covid-19.

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