Furando a fila

Esperança da humanidade. Vitória da ciência. Estas são algumas das expressões mais ouvidas desde que foi dada a largada à campanha nacional de vacinação em todo o país.

Definir o público prioritário para ser imunizado diante do vírus que matou mais de 211 mil pessoas no Brasil em dez meses é tarefa difícil. Mas obviamente que colocar os profissionais da saúde neste rol, juntamente com idosos e deficientes que moram em asilos e casas do gênero e indígenas, é decisão muito acertada. Eles são, inegavelmente, o segmento mais diretamente atingido pela pandemia. Estão, como se passou a chamar, “na linha de frente no enfrentamento à Covid-19”.

Muitos deles morreram nesta guerra contra o inimigo invisível, mas altamente letal. ” Que a vacina renove nossas esperanças, nos acalme a alma e nos dê cada dia mais forças para continuarmos lutando! A guerra não está ganha, devemos continuar com muita dedicação e responsabilidade”, afirma profissional vacinada.

Depois de algumas trapalhadas e disputas políticas envolvidas em um assunto que deveria ficar somente no ramo da ciência, o Ministério da Saúde lançou campanha publicitária para mostrar à sociedade a capacidade do país em promover a vacinação.

Um filme de um minuto salienta as diversidades sociais e geográficas, a estrutura de logística usada para a distribuição das vacinas autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a expectativa da população.

Com o conceito “Brasil imunizado. Somos uma só nação”, o filme reúne representantes de cada uma das cinco regiões do País simbolizando o gigantismo da nação de proporções continentais.

Mas, lamentavelmente, em paralelo à ampla cobertura da vacinação em cada canto do Brasil, surgem informações de que pessoas fora dos grupos incluídos como prioritários estão sendo imunizadas. Já há casos sob investigação em Pernambuco, Sergipe e Amazonas.

O caso já chegou ao Ministério da Saúde, por meio do presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem, deputado federal Célio Studart (PV-CE), que cobrou providências sobre as denúncias de desrespeito ao plano nacional de vacinação. Que a população tenha uma resposta imediata em torno de mais este flagrante desrespeito à saúde.

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