Gestão do lixo

Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, destaque de reportagem especial do ND deste fim de semana, revela que o país tem ainda muitos desafios na gestão do lixo.

O principal deles é avançar em direção do lixo zero, projeto que busca o máximo de aproveitamento e o correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e organização e a redução, ou mesmo o fim, do encaminhamento dos resíduos para aterros sanitários ou incineração.

Por enquanto, o que se percebe são iniciativas isoladas que enfrentam dificuldades na conscientização coletiva em torno da mudança de hábitos. É um processo que passa pela vontade política de quem está no poder e, é claro, pela adesão do morador.

Informações oficiais apontam que cada brasileiro descarta, em média, 0,990 gramas por dia de resíduos sólidos urbanos e que o valor médio per capita catarinense é de 0,850 gramas, um total de 310,25 por ano. O esforço, portanto, deve ser na diminuição dessa quantidade, com estímulo a novo modus operandi no dia-a-dia, e na adoção de políticas públicas que garantam destino sustentável para o resíduo que for descartado. É imprescindível que as cidades

Quando se olha para o raio-x da coleta seletiva no país, o resultado é decepcionante e desanimador. Para cada 10 quilos de resíduos entregues para a coleta, apenas 374 gramas são coletadas de forma seletiva. O patamar ainda é baixíssimo.

Mesmo em Florianópolis, município que é case positivo no Estado de Santa Catarina ao colocar o Projeto Lixo Zero como prioridade, apenas de 6% a 7% dos resíduos são efetivamente coletados e encaminhados para a reciclagem. Falta uma campanha mais efetiva para engajamento da população em torno de um tema que é multifacetado: além de sustentável, tem potencial econômico importante.

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