Imóveis irregulares

A explosão no residencial com dez quitinetes, que infelizmente matou uma moradora, acende o alerta para a importância de todas as licenças e alvarás dos imóveis.

O residencial em Jurerê não tem alvará do Corpo de Bombeiros, ou seja, depois que foi construído não passou por inspeção. Ainda não se sabe a causa da explosão, mas segundo os bombeiros, tudo indica que foi por gás. A perícia vai apontar o motivo da tragédia. A falta de alvará nesse imóvel em Jurerê nos leva a um grave problema que Florianópolis não consegue combater: as construções irregulares.

Regularizar ou demolir esses imóveis é uma batalha da Prefeitura de Florianópolis e do Ministério Público de Santa Catarina nos últimos anos, pois o cenário urbano da Capital está em constante mudança.

Novas moradias, precárias, surgem todos os dias, nos morros e encostas, quase sempre em áreas invadidas. São mais de 60 pontos que necessitam ações urgentes do poder público.

Por falta de pessoal, a fiscalização não dá conta de identificar tantas irregularidades, indicando que as ações do poder público não são claras e não foram suficientes para evitar o crescimento das obras irregulares. Para piorar, há lugares (comunidades) onde a polícia não consegue entrar porque são controladas e dominadas por facções criminosas.

O Grupo ND denuncia essa situação há anos. Duas grandes reportagens – Dossiê ND e Relatório ND – sobre o assunto foram produzidas pelas equipes de jornalismo num intervalo de dois anos. Reportagens factuais, de ilegalidades ou demolições, também são veiculadas na TV, site e jornal impresso.

O crescimento desordenado é prejudicial à toda região metropolitana de Florianópolis. O aumento das construções irregulares tem relação direta com os indicadores de violência, pois compromete a qualidade de vida dos moradores e degrada as condições ambientais. É preciso dar um basta às invasões, parar o crescimento acelerado de Florianópolis.

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