Imprudência no trânsito

A multa de R$ 2.934,70 e mais o direito de dirigir suspenso parecem não assustar uma grande parcela de motoristas que insistem em dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas. Neste Carnaval, de sexta-feira (21) a domingo (23), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) flagrou 467 condutores dirigindo sob o efeito de álcool nas rodovias federais de Santa Catarina. Já a PMRv (Polícia Militar Rodoviária), em quatro dias, prendeu cinco pessoas por embriaguez nas rodovias estaduais.

Em Florianópolis, em uma blitz durante o Carnaval, 24 motoristas foram flagrados embriagados. O uso de bafômetros nas blitze e a punição aos infratores, de forma sistemática, contribuem para a efetiva educação do motorista e combate a velha prática de achar que “é mais forte que a bebida”, “que nada vai acontecer” ou “que não será pego”. Os dados sobre acidentes ocorridos em todo o Estado mostram que isso não é verdade.

Beber e dirigir contraria a legislação e coloca a vida do motorista e de outras pessoas no carro e nas ruas em risco. A Lei Seca, criada há 13 anos, tinha como objetivo reduzir as mortes e atenuar a violência no trânsito e melhorar, com um consumo mais responsável de bebidas alcoólicas, a saúde da população. Não foi o que aconteceu. A lei não cumpriu seu objetivo na totalidade, pelo simples fato de não ter alterado o comportamento da população.

É evidente a importância da fiscalização para reprimir a imprudência e o flagrante desrespeito às regras do trânsito. Mas os investimentos do Poder Público não podem se concentrar neste único ponto. É fundamental que se trabalhe para uma mudança cultural, transformadora de hábitos e valorização de práticas de direção saudáveis.

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