Informação correta

Atípica, a eleição municipal deste ano, que terá o primeiro turno no dia 15 de novembro, vem ganhando força na internet, infelizmente. A pandemia, que diminui a presença dos candidatos nas ruas, por motivos óbvios, faz com que os pedidos de voto, as propagandas e as apresentações apareçam com muita frequência nas redes sociais. Por isso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) criou regras e fiscaliza a atuação dos candidatos no universo digital, e faz questão de divulgar o que pode e o que não pode ser feito na internet. Mas o que mais preocupa a Justiça Eleitoral são as notícias que circulam na internet, pois nem sempre são verídicas. Esse fenômeno já foi observado durante as últimas eleições.

Em um cenário cada vez mais rápido e com maior volume de desinformação, a ameaça das fake news torna-se ainda mais perigosa. A indústria da boataria é uma ameaça à democracia. Para combater a epidemia de mentiras, a melhor vacina é a informação de qualidade. Leia-se jornalismo profissional. Os veículos de comunicação tradicionais são confiáveis, prezam pela veracidade e gozam de credibilidade.

Nunca a informação correta e responsável foi tão importante como nos dias atuais. As redes sociais, de forma irresponsável, continuam sendo propagadoras de notícias falsas. Saber filtrar todas as informações que se recebe é um exercício diário que exige bom senso. Eleitor e candidato precisam ter consciência antes de espalhar fake news. Sancionada no ano passado, a lei federal 13.834 prevê pena de até oito anos de prisão, além de multa, para quem fizer denúncia falsa com finalidade eleitoral.  A ninguém, ao menos numa democracia, é dada a liberdade de mentir, de publicar informações falsas e sobretudo de buscar ganhos políticos a partir desses expedientes.

+

Editoriais