Insegurança na Lagoa

“A Lagoa da Conceição sempre foi um local pacífico, sem registros de crimes graves violentos. Agora, são crimes de ocasião, onde os criminosos se aproveitam das ruas vazias e de um comércio sem muita segurança patrimonial”. A frase do comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Dhiogo Cidral, expõe a difícil situação por qual passam os comerciantes de um dos principais pontos turísticos de Florianópolis.

Desde o dia 17 de março, quando foi instituído o primeiro decreto restritivo devido à pandemia da Covid-19 em Santa Catarina, o comércio na Lagoa – assim como em diversos outros bairros da Capital – minguou.

Clientes e turistas que faziam a Lagoa fervilhar praticamente 24 horas por dia, sumiram durante a pandemia. Com as ruas vazias, os criminosos passaram a agir. Nos últimos dois meses, foram registrados 12 arrombamentos, todos durante a madrugada. A insegurança que ronda a Lagoa da Conceição preocupa e assusta comerciantes e moradores.

A Associação dos Moradores e os órgãos públicos (prefeitura e Polícia Militar) tem conversado e juntos buscam uma solução para acabar com a violência. Uma coisa é certa: é preciso reforçar o policiamento na região da Lagoa. Criminosos agem porque reconhecem a fragilidade – falta de policiamento, estrutura dos imóveis, breu… – do local.

O comando da Polícia Militar reconhece os problemas com o efetivo diante da extensa área geográfica da Lagoa da Conceição. A pandemia também prejudicou as forças de segurança do Estado, pois houve afastamento de policiais, para tratamento da Covid-19 ou para a reserva técnica.

Enquanto a situação não volta ao normal, é preciso redobrar os cuidados com a segurança, todos precisar ficar atentos e movimentos que fogem da normalidade. Sem movimento e com arrombamentos, a situação dos comerciantes fica ainda mais difícil. Por isso, cabe aos órgãos públicos concentrar um esforço maior nesse momento na Lagoa da Conceição.

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