Integração e a burocracia

A novela da implantação do transporte coletivo metropolitano na Grande Florianópolis já dura mais de sete anos, entre estudos, audiências públicas, apresentação do documento final do Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis), discussões e criação de leis municipais nas Câmaras de Vereadores. E não há previsão para o serviço, que prometia facilitar o deslocamento das pessoas, ser implantado.

Dos nove municípios que devem participar do sistema integrado, apenas Palhoça ainda não tem a lei que autoriza a prefeitura a firmar convênio com a Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis). A proposta do transporte integrado ganhou fôlego em 2018, com a realização de audiências públicas e a definição do modelo da transferência da responsabilidade de gestão do transporte público dos municípios para o governo do Estado. Mas a burocracia e a falta de empenho fizeram o projeto perder força em 2019.

Está claro que, para que o novo sistema entre em operação, com a reorganização de todas as linhas de ônibus e a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit), com ônibus rápidos à disposição da população, será preciso vontade política e apoio popular.

A burocracia para implantação do novo sistema só aumenta o aperto de quem convive com a sobreposição de linhas e a obrigatoriedade de ter que enfrentar o trânsito e trocar de ônibus dentro da Ilha. A integração do transporte ainda é o maior desafio para a melhoria da mobilidade urbana nos municípios da Grande Florianópolis.

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