Investigação e respostas

Os muitos questionamentos e as diversas dúvidas que surgiram após a divulgação do processo da Operação Oxigênio, que investiga a compra de 200 respiradores por parte do governo do Estado, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões à uma empresa desconhecida e suspeita, com dispensa de licitação e sem garantias de recebimento, começam a vir à tona hoje, com o início dos depoimentos na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Respiradores, na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

A CPI pode e deve municiar com informações e dados a força-tarefa formada por MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Polícia Civil e TCE (Tribunal de Contas do Estado). Ainda há uma série de questões para serem investigadas e analisadas. Documentos, celulares e computadores apreendidos durante os cumprimentos de mandados de busca e apreensão, no último sábado (9), serão analisados pela força-tarefa.

O procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, Fernando da Silva Comin, em entrevista ao Grupo ND, afirmou que ao longo das investigações foram constatados indícios fortes, desde a falsificação de documentos, empresa de fachada e lobby para chegar à Secretaria de Estado da Saúde.

“Prosseguiremos nas buscas e investigação de outros elementos importantes. Inclusive crimes patrimoniais que decorrem desses recursos para outras contas e a lavagem de dinheiro que está por trás disso tudo”, afirmou.
Outro ponto importante dentro da CPI será a acareação entre os ex-secretários Helton Zeferino e Douglas Borba e a servidor Márcia Pauli.

Fatos novos poderá sair dessa confrontação de testemunhas. Comissão Parlamentar e força-tarefa terão muito trabalho para esclarecer o processo de compra mal conduzido pelo governo. A sociedade catarinense espera uma resposta rápida e convincente. Se confirmadas as irregularidades, que os responsáveis sejam punidos.

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