Investimentos na saúde pública

Sem estrutura de saúde pública capaz de atender às massas de infectados pelo novo coronavírus, o Brasil precisa reverter essa situação depois que a pandemia passar.

Agora, neste momento complicado para todos, os governos federal, estaduais e municipais correm atrás do prejuízo (leia-se falta de estrutura) para atender quem precisa da rede de saúde pública. Como todos não conseguem atendimento, pessoas estão morrendo por falta de equipamentos de proteção, respiradores, UTIs ou de leitos em hospitais.

É fundamental rever o modelo de Estado brasileiro. Os governos investem em obras de infraestrutura caríssimas e nem sempre tão necessárias. Essenciais são construções de hospitais públicos e investimentos em profissionais, equipamentos, leitos de UTI e medicamentos.

Investimentos maciços na saúde pública precisam ser obrigatórios daqui pra frente. A sociedade precisa impor aos governantes novas prioridades. Em contrapartida, as pessoas têm que adotar novas regras de higiene e convivência. Não se pode mais admitir que lixo seja jogado no chão, nos rios ou nas praias. Afinal, poluição também é caso de saúde pública.

Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que pacientes com coronavírus em áreas que apresentavam altos níveis de poluição do ar antes da pandemia têm muito mais chances de morrer da infecção do que pacientes em áreas mais limpas. O esforço precisa ser conjunto. A responsabilidade por um mundo melhor, em todos os sentidos, é dos governantes e dos cidadãos.

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