Isolamento necessário

A gradativa liberação das atividades econômicas em Santa Catarina não significa relativização do isolamento social como medida necessária para conter o avanço da Covid-19. Autoridades sanitárias têm sido claras nesse sentido: continua valendo a recomendação para que todos permaneçam em casa e só saiam se for a trabalho ou para outros compromissos absolutamente necessários ou inadiáveis.

A quarentena continua, apenas com algumas flexibilizações das normas para permitir que a roda da economia volte a girar aos poucos. O desafio é garantir o controle dos casos, com reforço da estrutura do sistema de saúde disponível para atendimento dos doentes com coronavírus. Iniciadas há pouco mais de um mês, as normas de restrição do convívio social tiveram efeito positivo na transmissão da Covid-19 no Estado.

Com base em ferramenta do Imperial College, de Londres, o governador Carlos Moisés afirmou no fim de semana que o isolamento significou uma queda de aproximadamente 50% da taxa média de transmissibilidade, que representa o número médio de infecções por pessoa contaminada. Estamos, de acordo com o Executivo, com um índice de 1,73 depois de uma semana da flexibilização de algumas normas. Sem qualquer medida de confinamento ou restrição ao funcionamento das empresas, o índice seria 3.

A situação é preocupante, exige monitoramento permanente, mas o cenário poderia ser bem pior se as medidas oficiais tivessem demorado. Mais cedo ou mais tarde, todos terão contato com o vírus e a maioria nem saberá disso ou terá sintomas leves da doença. O importante, neste momento, é impedir que as unidades de saúde recebam muita gente ao mesmo tempo, causando o chamado colapso da rede.

O Estado só vai conseguir avançar ainda mais – compatibilizando a retomada da atividade econômica com o controle dos casos em números compatíveis com nossa capacidade de atendimento – se a população continuar em quarentena e cumprindo as normas de prevenção que precisam ser observadas durante a circulação nas ruas.

Aglomerações continuam proibidas, o distanciamento de pelo menos 1,5 m entre as pessoas deve ser observado e a máscara é obrigatória para funcionários e clientes em qualquer estabelecimento comercial. Quanto maior for esse engajamento, menor será o tempo da pandemia.

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