Juros baixos e reformas

Depois do anúncio do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), no início de dezembro, outra notícia mantém o clima de otimismo no mercado financeiro e vai fortalecer ainda mais a economia do país: pela quarta vez seguida, o Banco Central reduziu os juros básicos da economia, para 4,5% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual.

A Taxa Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Em comunicado, o Copom indicou que será cauteloso e deverá manter os juros básicos em 4,5% ao ano por um longo período, sempre avaliando as condições da economia. O BC reiterou a necessidade de continuidade nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permaneçam em níveis baixos por longo tempo.

As sucessivas quedas revelam o empenho do Banco Central em criar um cenário favorável aos brasileiros que desejam abrir ou ampliar seus negócios. O juro baixo é excelente para a economia. O cenário agora é de sustentabilidade das baixas taxas de juros no país. Esse fato é positivo, mas não se deve esperar que ele, de modo isolado, resolva o problema do crescimento nacional.

Também as reformas em tramitação no Congresso Nacional, Tributária e Administrativa, são marcos legais indispensáveis para redesenhar o perfil econômico do Brasil. Mas quaisquer medidas serão insuficientes se não houver um esforço conjunto de todos os setores para que o país se reencontre com o crescimento e o desenvolvimento. O setor bancário, que já vem baixando os juros, não pode ser exceção.

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