Livre para governar

O governador catarinense Carlos Moisés da Silva recebeu mais uma vez, na sexta-feira, aval para continuar a governar Santa Catarina até o término de seu mandato, no fim de 2022.

Depois de dois afastamentos temporários, enfrentando dois processos de impeachment em um momento tão delicado com a pandemia provocada pelo coronavírus, Moisés retorna de fato e de direito ao comando do Executivo catarinense com o desafio de dar sequência ao plano de governo a que se propôs quando recebeu 71% dos votos válidos nas eleições majoritárias de 2018.

A primeira providência, ao ser oficializado no cargo, foi exonerar todos os ocupantes de cargos em primeiro escalão nomeados pela sua interina, a vice-governadora Daniela Reinehr.

Inocentado pelo tribunal e já com certa experiência, não restam dúvidas de que ele tem amplas condições de governar ao lado da equipe de sua confiança e sem as amarras de ter que ficar preocupando-se mais em defender-se do que em administrar.

Se no primeiro ano, o governador enfrentou dificuldades por falta de experiência, falta de equipe, falta de apoio parlamentar e até mesmo problemas de comunicação, nesta terceira vez em que reassume, já está mais experiente na gestão da saúde pública e entrosado nos meandros do meio político, com plenas condições de imprimir a sua marca.

Mas é importante lembrar que esta nova oportunidade não o exime de abrir mão do compromisso de fazer retornar aos cofres públicos os R$ 33 milhões desperdiçados com os tais respiradores que quase o deixaram sem poder.

Mais escolado, o governador deve aproveitar este ano e meio que lhe restam no Executivo para atender aos anseios dos catarinenses neste momento difícil em que vivemos, lutando para restabelecer os setores econômicos mais duramente penalizados pela pandemia e não esquecendo jamais que saúde, segurança e educação andam juntas rumo ao futuro.

Governar exige compromisso, liderança e diálogo, muito diálogo com a sociedade. É hora de apaziguar as divergências, de dar continuidade ao combate à Covid-19, com a vacinação em massa dos catarinenses.

O sucesso do governo, após as turbulências provocadas pelos dois processos de impeachment, só depende agora do próprio governo. Se governar em sintonia com a sociedade, atendendo às demandas dos catarinenses, com certeza terá apoio e a confiança da população.

É hora de olhar para a frente e honrar o nome deste Estado diferenciado e que além do enorme potencial de desenvolvimento sabe como ninguém superar suas tragédias e reinventar sempre alcançando indicadores dignos de primeiro mundo.

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