Malha viária e infraestrutura

Dentro da agenda de desestatizações programadas pelo governo federal, o ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, participou nesta segunda-feira, no Sul do Estado, da solenidade de assinatura do contrato entre a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a CCR (Concessionária Catarinense de Rodovias) para a concessão de 220,4 quilômetros, em trecho que está completamente duplicado, entre as cidades de Paulo Lopes e São João do Sul.

O projeto representa investimentos de R$ 7 bilhões ao longo de 30 anos em conservação, operação e monitoramento. Não é exagero afirmar que a formalização da parceria com a iniciativa privada para concessão do trecho representa marco importante para o desenvolvimento econômico do Sul catarinense.

É inconteste que as condições da malha viária brasileira, principal modal para escoamento da produção industrial e agropecuária, estão entre as principais preocupações das entidades empresariais. A falta de investimento na área de logística reflete diretamente no chamado custo Brasil e, consequentemente, na competividade das empresas nos mercados interno e externo.

Problemas relacionados apenas à pavimentação geram um aumento médio de 24,9% no custo operacional do transporte. Além do aspecto econômico, espera-se que a concessão traga mais segurança aos usuários, com redução drástica dos acidentes que vitimam milhares de vidas humanas todos os anos.

Um dos itens previstos é a instalação de nova iluminação ao longo de todo trecho, que receberá ainda 18 passarelas, 42 novos retornos e melhorias e ampliações de 31 acessos e 25 novos pontos de ônibus. Câmeras também serão espalhadas na via federal para evitar qualquer ponto cego.

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