Combate ao crime organizado

Com base em informações apuradas ao longo de seis meses de investigação, as forças de segurança pública deflagraram ontem uma operação contra o tráfico de drogas na comunidade do Morro do Mocotó, no maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis.

A incursão dos policiais civis e militares – com prisões e apreensões de drogas e dinheiro – tem o objetivo de enfrentamento ao crime organizado, que amplia progressivamente os tentáculos diante da falta de uma atuação efetiva do poder público nas áreas consideradas mais vulneráveis.

A ação policial revelou o modus operandi das organizações dentro da comunidade. Como em áreas dominadas pelo tráfico de grandes centros, onde o código do bandido vale mais do que as leis instituídas, no Mocotó os moradores que não fazem parte do crime organizado acabam sendo obrigados a esconder drogas e armas. São pessoas que vivem sob a égide do medo criada pelo poder paralelo do submundo da droga.

A operação também mostrou que a pandemia da Covid-19, e o isolamento social necessário para prevenção do coronavírus, não refreou a venda de substâncias ilegais. “A dinâmica do tráfico continua ininterruptamente”, afirmou o tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima, chefe do 4º Batalhão de Polícia Militar. Sob o ponto de vista da repressão, a ação do aparato de segurança foi irrepreensível – com inegável baque para as atividades ilegais.

O que se espera é que essa ofensiva seja permanente, com desmantelamento progressivo das quadrilhas. E que o Estado entre na comunidade também com políticas públicas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e fortalecimento da cidadania da população.