Manutenção dos empregos

Mesmo com a criação de 184.140 postos de trabalho em março, resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada no Brasil, é um indicativo positivo e de esperança para a retomada econômica.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita que, com a vacinação da população contra Covid-19 avançando a cada dia, o país está retomando o crescimento econômico sustentável, com destaque para o setor de serviços.

É evidente que os efeitos da pandemia são devastadores para diversos setores da economia e para os trabalhadores. Para amenizar essa crise, o governo federal relançou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que vigorou por oito meses no ano passado e atingiu quase 10 milhões de trabalhadores.

A medida permite a redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho, além da estabilidade no emprego para o trabalhador. O principal objetivo é evitar que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo agravamento da pandemia.

Desta vez, os trabalhadores informais também serão beneficiados. Paulo Guedes disse ontem que o governo vai lançar o programa Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) para atender os trabalhadores informais afetados pela pandemia. Ainda não há detalhes, mas a meta é ajudar os 40 milhões de brasileiros “invisíveis”, como os vendedores ambulantes.

Nessa linha de ajuda emergencial, o governo federal precisa agilizar e olhar com mais cuidado para os pequenos e médios empreendedores, principalmente do setor de eventos, hotéis, bares e restaurantes.

Afinal, os anúncios da liberação de créditos são muitos, mas maiores ainda são as queixas de empreendedores. Além de garantir a a manutenção dos postos de trabalho e ajudar os trabalhadores informais, o que se espera é que o governo implemente ações para injetar recursos nas empresas, a fim de evitar falências generalizadas, preservando ao máximo os empregos formais.

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