Manutenção dos juros

A decisão do Comitê de Política Monetárias (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 2% ao ano, depois de um longo período de redução, agradou o setor industrial.

Há unanimidade de que esse patamar de juros incentiva o financiamento da produção e do investimento, mas também há a cobrança pelas reformas tributária e a administrativa. A preocupação é amenizar ou até reverter o desemprego, bem como evitar o retorno da alta taxa de juros.
Para a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), a manutenção vai na direção correta.

Segundo a entidade, existe um alto nível de ociosidade na economia e uma expectativa de inflação bem comportada, mesmo diante do aumento recente no preço dos alimentos. A CNI (Confederação Nacional da
Indústria) também considera a acertada a decisão do Copom.

“Os juros baixos têm contribuído, ao lado dos programas emergenciais de crédito, para a queda no custo do crédito neste momento de intensa necessidade de financiamento das empresas para a manutenção dos empregos, para o pagamento de despesas fixas e para a retomada das atividades”, disse o presidente Robson Braga de Andrade.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais reforça o apoio, ao afirmar que a manutenção da taxa de juros é condizente com o cenário atual, que enseja a manutenção do estímulo à atividade econômica. Completa dizendo que é fundamental para a continuidade da recuperação da economia.

Este clima positivo que vem do setor industrial é bom para o país, é bom para os brasileiros. O momento é de buscar soluções para garantir a sobrevivência e a recuperação dos negócios. Criatividade, promoções e otimismo são fundamentais para a manutenção dos empregos e da renda.