Marco de resistência

A velha senhora, como é conhecida a ponte Hercílio Luz, está novamente em pé, no jargão popular, com as próprias pernas. As operações de transferência da estrutura, do suporte onde ela estava, para a sustentação original foi um sucesso e terminou com 24 horas de antecedência. Aos poucos a ponte se encaminha para o formato em que será entregue à população, no final deste ano: imponente, simbólica, um verdadeiro monumento. A conclusão dessa etapa da restauração cria uma espécie de ansiedade, onde cada um dos catarinenses passa a contar os dias para ver a ponte reaberta. Um sonho, que de fato custou caro, mas que muitos apostaram que não se realizaria. Gerações inteiras conviveram com a ponte fechada e muitas outras gerações poderão em breve conviver com ela.

A ponte caminha para se transformar na grande atração de Florianópolis, primeiramente na próxima temporada de verão e, em seguida, incorporada como patrimônio da cidade. Não se vislumbra, num primeiro momento, a possibilidade reinaugurá-la sem que, nas primeiras semanas, ela esteja aberta apenas para visitação. Para que pais, filhos, avós e netos tenham a chance de correr e andar sobre ela. Integrá-la ao Réveillon da Capital é praticamente uma obrigação. Valorizará ainda mais a reincorporação da ponte ao dia a dia do ilhéu e porque não de todo o catarinense.

Sustentada por sua própria estrutura, a ponte já nos orgulha. É um marco de resistência, mostra que ainda pode contribuir em muito com Florianópolis. De um lado com o turismo, de outro ajudando a desafogar o trânsito, voltando a operar como ligação entre a Ilha e o Continente. Livre dos guindastes, andaimes e da antiga estrutura de sustentação provisória, a velha ponte será novamente o cartão postal, símbolo de Florianópolis e de Santa Catarina.

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