Medidas restritivas e o setor de eventos

A prorrogação por mais 15 dias do decreto com as restrições para conter a pandemia da Covid-19 em Santa Catarina foi mais uma ducha de água fria no setor de eventos e gastronomia.

O presidente da Abrasel/SC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Raphael Dabdab, lamentou que o governo tenha se limitado a apenas prorrogar as regras, em vez de aperfeiçoá-las ou corrigir os erros, pela terceira vez consecutiva. A Abrasel está há seis semanas em conversas com técnicos da Saúde e Vigilância Sanitária.

Propostas que aumentam a segurança do consumidor foram apresentadas. “Apesar da boa receptividade do secretário de Estado Saúde (André Motta Ribeiro) às nossas sugestões, que são comprovadamente eficazes, nenhuma delas foi implementada. Lamentavelmente ficaremos mais duas semanas sem avanços”, disparou Dabdab.

Esses dois segmentos estão entre os mais afetados desde março do ano passado por conta das regulamentações para evitar o contágio pelo coronavírus. As limitações impostas pelas medidas restritivas do governo do Estado, que variaram conforme as especificidades de cada segmento, quebraram empresas e fecharam postos de trabalho.

No Brasil, de acordo com a Abrasel nacional, são mais de 300 mil estabelecimentos fechados em todo o Brasil e entre os que sobrevieram até aqui, a maioria está funcionando com prejuízo (72%).

Apesar dos argumentos pertinentes apresentados pela Abrasel/SC, essa é uma questão complexa, já que todas as 16 regiões de Santa Catarina estão em nível gravíssimo para a Covid-19. Mas é preciso que se chegue a um ponto de equilíbrio entre os protocolos sanitários e a retomada da economia.

O avanço da vacinação no Estado é um alento para esses setores recuperarem os prejuízos, com uso de criatividade e inovação, como os eventos híbridos, que permitem presença física e participação virtual. O momento exige bom senso de governantes e empresários.

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