Mobilidade vai além das rodovias

Mais um importante passo pela segurança e a mobilidade nas estradas catarinenses será dado hoje, quando a Fiesc (Federação da Indústrias do Estado de Santa Catarina) recebe o diretor de Política e Planejamento Integrado da Secretaria de Fomento, Planejamento e Parcerias, do Ministério da Infraestrutura, Tito Lívio Pereira Queiroz e Silva, entre outros especialistas em logística, para apresentar e debater propostas para que a produção catarinense possa escoar com mais fluidez no ano que já está batendo à porta.

A precariedade da infraestrutura rodoviária catarinense é um consenso da sociedade. Esta situação acaba por travar a cadeia produtiva, trazendo risco e afastando novos investimentos, e também vai acabar por comprometer os excelentes índices de desenvolvimento, de qualidade de vida e de segurança pelos quais somos conhecidos.

Além da necessidade de investimentos nas rodovias federais, também são necessários investimentos em outros modais. E apostar no transporte ferroviário é uma das soluções tida como perfeitamente exequível, assim como também é o transporte marítimo e fluvial em um Estado tão rico de recursos hídricos.

A viabilidade do complexo ferroviário catarinense por muitos anos foi questionada com base em premissas erradas. Afinal, um trem pode transportar muito mais carga que um caminhão, com muito mais agilidade e passando por áreas mais rurais. Mas a adoção de uma perspectiva correta é essencial para solucionar os entraves logísticos do Estado. O modal ferroviário responde atualmente por apenas 5% do transporte de cargas no Estado.

Estão em operação a Ferrovia Tereza Cristina, um trecho que conecta o Sul do Estado ao Porto de Imbituba, mas não tem ligação com a malha nacional, e os trechos São Francisco do Sul-Mafra e o Ramal Sul, que corta o Estado entre Mafra e Lages.

Estes últimos, apesar de extensos, são antigos, lentos e aguardam por obras de contorno em várias cidades, caso de Joinville e Jaraguá do Sul, no Nordeste do Estado, onde a obra de contorno ferroviário está parada e a passagem dos trens em horários de pique acaba por congestionar o trânsito.

Enquanto estas alternativas não se tornam concretas, o cidadão catarinense é convidado a participar do abaixo-assinado da campanha SC Não Pode Parar. Quem sabe esta ampla mobilização faça com que o governo federal olhe com mais carinho para nosso Estado?

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