Momento de cautela

O mercado financeiro teve um dia nervoso ontem. Uma tensão generalizada tomou conta dos negócios no mundo inteiro após o tombo nos preços do petróleo adicionar mais um componente de turbulência, elevando os temores de uma recessão global. No Brasil, o dólar se aproximou de R$ 4,80 e fechou o dia a R$ 4,72, batendo novo recorde histórico.

Pela manhã, a B3, a bolsa de valores do Brasil, chegou a ter as negociações interrompidas por 30 minutos porque o Ibovespa tinha caído mais de 10%. Esse é o chamado circuit breaker, mecanismo acionado quando o índice cai mais que determinado nível. A última vez em que a bolsa tinha tido as negociações interrompidas foi em maio de 2017, após a divulgação de conversas do então presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Com o choque de oferta de petróleo anunciado no fim de semana pela Arábia Saudita, um segundo elemento de peso foi acrescentado a um cenário global já em franca deterioração pelo coronavírus, com a disseminação da doença fora da China – a Itália ampliou a quarentena e restringiu a circulação por todo o país. A Arábia Saudita aumentou a produção de petróleo depois que o governo do russo Vladimir Putin decidiu não aderir a um acordo para reduzir a extração em todo o mundo.

Apesar do clima tenso, especialistas e economistas dizem que é preciso esperar dois ou três dias para ver se a situação vai se assentar ou não. O momento é de cautela, o investidor precisa pensar com calma e ter sangue-frio para não sair no pior momento. É fundamental também acreditar no governo brasileiro, que está trabalhando firme para atravessar mais essa recessão global.

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