Momento de somar forças

A audiência pública convocada pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) que reuniu representantes do governo do Estado, prefeitos e deputados ratificou a necessidade da retomada do diálogo entre o Executivo e os municípios, além de ações efetivas em regiões específicas, como a ampliação de leitos de UTI para atendimento de pacientes com Covid-19.

Referência nacional no combate ao novo coronavírus até duas semanas atrás, Santa Catarina entrou numa curva ascendente de número de casos e de mortes. O sinal de alerta acendeu quando a taxa de ocupação de leitos de UTI bateu os 100% em algumas regiões e passou de 90% em outras. A escalada dos números alertou as lideranças políticas, que agora precisam sair da zona de conforto.

O governo, que protagonizou as ações de combate no início da pandemia, se perdeu no caminho após o escândalo dos respiradores. O então secretário Helton Zeferino, que estava à frente das ações do Estado ao lado do governador Carlos Moisés, foi exonerado. Douglas Borba, outro secretário do primeiro escalão que sempre acompanhava Zeferino e Moisés nas entrevistas coletivas ou informes, acabou preso (foi solto pela Justiça no dia 7 de julho).

Sem os principais aliados, o governador se isolou ainda mais na Casa d´Agronômica. Com o governo esfarelando, foi então que muitos prefeitos assumiram o papel do Estado. Entre eles, Gean Loureiro, de Florianópolis, que tornou a Capital uma das cidades mais atuantes no combate à Covid-19.

Abandonados pela gestão estadual, os municípios aguentaram até onde deu. Com as flexibilizações, a retomada das atividades econômicas e a falta de conscientização de muitas pessoas, a situação ficou gravíssima ao menos em sete regiões.

Na audiência pública, os prefeitos subiram o tom nas críticas ao Estado. A roupa suja foi lavada na Alesc e remotamente. Os problemas, todos sabem que existe. Então, agora, o momento é de somar forças para tentar frear o avanço do coronavírus em Santa Catarina.

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