Municipalização das rodovias

A cada temporada de verão, com a chegada dos turistas e as longas filas que se formam nos caminhos para as praias de Florianópolis, o projeto de municipalizar as sete rodovias estaduais que cortam a capital catarinense ganha fôlego sempre que aparecem os problemas de mobilidade que a cidade precisa superar e quando a manutenção não está em dia por parte do governo do Estado.

Desde o ano passado, a aproximação entre prefeitura e governo acelerou a revitalização e a manutenção em algumas das vias estaduais. Mas é preciso avançar mais.

A municipalização, cogitada desde 2017, faz parte dos planos do prefeito Gean Loureiro desde o início do seu primeiro mandato. Para o município, é a forma encontrada para realizar a manutenção e atender às demandas da população de forma mais rápida, pois todas estão no perímetro urbano da Capital.

A administração municipal alega que consegue fazer mais rápido, mais barato e melhor porque está mais próximo da rodovia ou do problema. Apesar de recém-revitalizada, a SC-401 é a via mais problemática dentro da cidade. A rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina, no trecho que liga a região central ao Norte da Ilha, virou, há muito tempo, uma via urbana.

Municipalizada, a SC-401 poderia sofrer as intervenções necessárias para dar mais segurança aos usuários. Além disso, seria melhor fiscalizada, porque o Estado tem uma vasta malha viária para cuidar, em todas as regiões catarinenses, e enfrenta problemas de estrutura e pessoal para dar conta dessa tarefa. Se já é uma via urbana, seria lógico municipalizar a SC-401, bem como as SCs 405 e 406, outros pontos complexos dentro da Ilha.

Contudo, só fazer a transferência oficial não resolveria as demandas e nem removeria os gargalos que todos os usuários conhecem. Seria necessária uma forte ação da prefeitura, para solucionar os problemas como filas e má conservação.

+

Editoriais