Não basta votar

Depois de uma campanha atípica, em meio à pandemia da Covid-19, os mais de 147 milhões de eleitores brasileiros irão às urnas neste domingo para a escolha de prefeitos e vereadores em 5.568 municípios. No Estado de Santa Catarina, são 5,2 milhões de eleitores em 295 cidades.

Em jogo, as gestões municipais a partir de 1º de janeiro de 2021 e as composições das câmaras de vereadores, responsáveis pela criação das leis e pela fiscalização dos atos do Executivo. O resultado do pleito – que custou cerca de R$ 650 milhões aos cofres da União, sem contar o bilionário fundo de financiamento eleitoral – vai influenciar diretamente o dia a dia dos cidadãos nos próximos quatro anos de gestão.

Ainda que repetitivo, é essencial reforçar a importância do voto livre e consciente nesse momento tão importante para o fortalecimento da democracia do país. Especialmente numa eleição em que a população dá uma procuração para mandatários que ficam tão próximos – e não em Brasília -, e com demandas que fazem a diferença imediata no cotidiano da rua e/ou do bairro. É dever cívico do cidadão e, ao mesmo, um direito inalienável e intransferível de influenciar diretamente no destino das cidades em que vivem.

Além disso, o momento extraordinário decorrente da crise sanitária mundial exige que todos tenham uma responsabilidade adicional nas respectivas zonas eleitorais: o cumprimento de todas as medidas sanitárias previstas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o objetivo de garantir segurança em relação ao coronavírus.

Todas as normas foram definidas com o objetivo de compatibilizar preservação da saúde e exercício do voto. É obrigatório, por exemplo, o uso da máscara, um símbolo de proteção nesses tempos pandêmicos.

Mais do que cumprir com seu compromisso neste dia 15 de novembro, todos têm ainda a missão de acompanhar o desempenho dos eleitos no período 2021-2024. Faz parte do processo acompanhar, cobrar e, se for o caso, trocar de representante daqui a quatro anos.

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