Novo modal de transporte

A palavra de ordem é mobilidade. Por décadas relegada a segundo plano, a necessidade de implantação de um sistema de transporte marítimo de passageiros em Florianópolis não pode mais ser ignorada ou tratada como utopia. A necessidade desse modal em uma capital cercada de água tem que ser levada a sério. E os projetos que engatinham e esbarram na burocracia precisam definitivamente ser tirados do papel.

A Capital, que tem grande parte de sua força econômica aportada no turismo, não pode mais ter o transporte rodoviário como única alternativa, engessando a cidade com seus longos congestionamentos, em especial na temporada de verão. Não é justo com os turistas, e muito menos com os moradores, que passem horas em filas. Um importante passo já foi dado, com a concessão para exploração do novo modal de transporte, em 11 de julho, à empresa BB Barcos. O processo que concederá a cessão aguarda análise na Secretaria do Patrimônio da União.

Com o emaranhado burocrático sendo vencido, o que se espera é que a operação seja colocada em prática com a adoção de critérios claros, viáveis e economicamente seguros. Sem dúvida, o transporte marítimo vai melhorar a vida de milhares de pessoas, que hoje precisam sair de casa com até quatro horas de margem para cumprir seus compromissos no horário, seja usando condução própria ou o transporte público da região.

Os detalhes técnicos da operação devem dar prioridade a uma forma economicamente viável e segura, com tarifa justa, e sem esquecer que a integração com os municípios da região é fundamental.

Embora este tipo de transporte não seja uma tradição em Santa Catarina, com tentativas mal sucedidas, como a de implantar uma rota entre Joinville e São Francisco do Sul, inviabilizada pela falta de condições de navegabilidade do rio Cachoeira, a adoção deste tipo de transporte tem seu melhor exemplo no Rio de Janeiro, onde o sistema há décadas liga a capital a Niterói em viagens seguras e confortáveis de poucos minutos.

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