O antídoto para a terceira onda

Com um saldo de quase 121 mil novas vagas de empregos criadas no Brasil, em abril, o mercado de trabalho segue se recuperando, apesar dos efeitos negativos da pandemia de Covid-19. E Santa Catarina, mais uma vez, se manteve em destaque no ranking nacional de geração de empregos.

Ainda que o resultado de abril seja cerca de 30% inferior às mais de 184 mil vagas de superávit de março, ele é digno de comemoração, já que foi impactado pela reedição de medidas de isolamento social, em razão da chamada segunda onda da doença ter ganhado intensidade no período.

Em Santa Catarina, o resultado do mês passado – 11.127 novas vagas – também foi inferior às 20.729 de março, mas ainda assim comprova a resiliência da economia catarinense.

Tanto que considerando o primeiro quadrimestre, houve uma ampliação de 98.066 postos formais de trabalho, resultado que significa o maior saldo de empregos para os quatro primeiros meses do ano em toda a série histórica iniciada em 2004.

Outra boa notícia referente à ocupação da mão de obra foi o resultado alcançado pela reedição pelo governo federal do Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda, mais conhecido como BEm.

Em vigor há menos de um mês, ele já garantiu a preservação de 1,9 milhão de empregos. Vale lembrar que, no ano passado, o mesmo programa ajudou na manutenção de outras 10 milhões de vagas.

Mesmo com a criação de novas oportunidades, o Brasil tem ainda mais de 14,4 milhões de desempregados. E para combater o problema, o ministro da Economia, Paulo Guedes, adiantou que o governo federal projeta parcerias com a iniciativa privada para fornecer cursos de capacitação e estimular a entrada dos mais jovens no mercado de trabalho.

A proposta prevê o pagamento de R$ 600 por participante, dividido entre o Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), custeado pelo governo, e o Bônus de Incentivo à Qualificação (BIQ), pago pelas empresas participantes. Com duração de 12 meses, de acordo com Guedes, o projeto pode gerar até 2 milhões de empregos “rapidamente” e já há empresas interessadas.

O que se espera é que a medida entre em vigor o mais rapidamente possível e que ela tenha o efeito esperado pelo ministro, já que, quanto mais forte estiver a economia, mais condições terá o País de enfrentar os efeitos da terceira onda do coronavírus, prevista pelos especialistas na área da saúde.

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