O boom comercial do Sul da Ilha

A construção do novo acesso ao Sul da Ilha de Santa Catarina, que começou em 2013 e só foi totalmente concluída este ano, com investimento superior a R$ 157 milhões, já rende frutos para a região conhecida por sua integração com a natureza e belas paisagens.

Junto com o acesso, veio o novo aeroporto de Florianópolis, o pontapé inicial para a expansão comercial que pode ser vista principalmente na SC-405, no Campeche. Empreendimentos novos e de grande porte, como Koerich, Havan, Casas da Água e Cassol, são erguidos rapidamente e estão transformando o cenário dos bairros e a vida dos moradores.

Esses negócios impulsionam a economia na região que até pouco tempo dependia quase que exclusivamente do turismo. Assim como alguns bairros do Norte da Ilha, principalmente Canasvieiras e Ingleses, o Campeche e o Rio Tavares ganham ares de zonas comerciais. Grandes empreendimentos significam mais pessoas circulando e mais empregos. Todos ganham.

Junto com o desenvolvimento do Sul da Ilha vem a necessidade de obras de infraestrutura, como a revitalização da SC-405, a via mais importante daquela região e que rapidamente vai ficar saturada. A mobilidade melhorou com o elevado do Rio Tavares e com o novo acesso, mas a rodovia de pista simples pode se tornar obsoleta.

O governo do Estado já sinalizou que pretende duplicá-la, mas é uma obra, assim como o novo acesso, que deve demorar alguns anos para ficar pronta. Outra preocupação que acompanha o avanço comercial do Sul da Ilha é a questão das construções irregulares.

O boom imobiliário chama a atenção dos aproveitadores e invasores de terrenos públicos e particulares, que constroem, em quase todos os cantos de Florianópolis, moradias ilegais, como o Grupo ND já denunciou diversas vezes por meio de reportagens em seus veículos de comunicação. Prefeitura e órgãos ambientais precisam ficar atentos a esse tipo de movimentação. Esse tipo de irregularidade não pode macular a imagem de prosperidade do Sul da Ilha.

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