O botão vermelho da pandemia

Um ano depois das primeiras medidas de combate à Covid-19, Santa Catarina vive o pior momento da pandemia, com colapso do sistema de saúde, filas para vagas em UTIs e aumento constante do número de novos casos e de mortes.

A doença também vem atingindo a parcela mais jovem, um dos efeitos provocados pela variante brasileira do coronavírus. O cenário dramático no Estado exige uma reação por parte do poder público – Estado e prefeituras – e, é, claro, engajamento da população.

Além de reforço da estrutura das unidades hospitalares, que permita o atendimento de todos que estão nas filas por UTIs, é fundamental que o Estado consiga estancar o contágio pela Covid-19.

Depois de dois fins de semana de fechamento das atividades não essenciais, com o objetivo de diminuir a circulação de pessoas e as aglomerações, o governador Carlos Moisés deve conversar hoje com autoridades sanitárias e prefeitos para avaliação da situação.

A intenção, de acordo com o Executivo, é analisar o impacto das ações de controle da pandemia realizadas em diversos municípios, além de deliberar sobre a eventual necessidade de prorrogação ou ajuste das medidas em vigor no Estado.

Não cabe, neste momento, qualquer embate político ou confronto ideológico. As decisões terão que ser técnicas e com o único objetivo de vencer a pandemia. Como bem destaca a empresária Luiza Trajano, líder da campanha Unidos pela Vacina, o único inimigo do país neste momento é o vírus.

Decisões mais radicais e polêmicas, como lockdown, devem ser consideradas se os dados indicarem como a melhor solução para poupar vidas de catarinenses. Como afirma o chefe do Ministério Público de SC, Fernando Comin, o lockdown é o “botão vermelho”, mas há quem veja como a única alternativa no cenário atual.

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