O colapso da BR-101

O Grupo ND e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) deram a largada na sexta-feira (23), em evento na Capital, à campanha “BR-101 – SC não pode parar”.

Com duração mínima de 12 meses e em sete etapas, a mobilização vai buscar soluções para cinco gargalos que atrapalham a competitividade do Estado, causam transtornos diários aos usuários da rodovia e ceifam muitas vidas nos 460 quilômetros do trecho catarinense.

Com 32,8% do total, Santa Catarina é o Estado com maior número de acidentes na BR-101 entre as 11 unidades da Federação cortadas pela rodovia. É um esforço conjunto para evitar o colapso total da atual malha rodoviária, que está em estado precaríssimo, e adoção de medidas de humanização.

As intervenções consideradas prioritárias foram baseadas em consistente estudo feito pelo Grupo de Trabalho BR-101 do Futuro, que fez uma radiografia dos problemas e apontou soluções que somam investimentos de R$ 2,6 bilhões. São intervenções em viadutos, pontes de transposição, readequação das alças de acesso e melhorias nas interseções com outras vias que são entraves para o crescimento econômico, com aumento dos custos das empresas que usam a rodovia para escoamento da produção. É um corredor logístico que atrapalha Santa Catarina.

A BR-101 está muito aquém das necessidades do Estado e exige uma ação imediata que recupere o tempo perdido por conta de anos de omissão, burocracia e falta de vontade política.

Resultado: recursos públicos insuficientes para obras de infraestrutura absolutamente fundamentais e que sejam efetivamente compatíveis com a pujança e diversidade da economia catarinense.

A iniciativa vai envolver, é claro, população e classe política, convocada para encampar essa bandeira. Afinal, é uma vergonha a diferença entre o que o Estado manda de recursos para Brasília e o que recebe de volta em termos de contrapartida.

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