O crime não compensa

O texto final do Pacote Anticrime, sancionado
pelo presidente Jair Bolsonaro com 25 vetos
à matéria aprovada no Congresso, contém
avanços para a legislação criminal. Foi assim que
o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio
Moro, classificou a sanção do projeto. Moro afirmou
que o presidente acolheu vários vetos sugeridos
pelo ministério. O pacote, que reúne parte da
proposta apresentada no início do ano por Moro e
trechos do texto elaborado pela comissão de juristas
coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Alexandre de Moraes, visa combater
a corrupção, a criminalidade violenta e o crime
organizado.
Com a sanção, o governo federal manda uma
mensagem clara para a sociedade que os tempos
do Brasil sem lei e sem Justiça chegaram ao fim.
Moro disse recentemente: “Queremos mostrar que
o crime não compensa e que não seremos mais um
paraíso para a prática de crimes ou para criminosos”.
Está claro que é uma batalha árdua e complicada
para o governo, pois os criminosos estão cada vez
mais ousados e destemidos.
O Brasil registra, por ano, cerca de 60 mil
homicídios e ainda é um país reconhecido como
paraíso da corrupção. Isso precisa mudar. A lei
precisa ser temida pelos marginais, não pelo
cidadão do bem. As ações do Pacote Anticrime,
assim que forem implantadas, também beneficiarão
o ambiente de negócios e, consequentemente, o
desenvolvimento do Brasil. A aprovação do Pacote
Anticrime torna realidade uma parte do desejo da
população, mas as partes do texto deixadas pelo
caminho – na Câmara e no Senado – mostram que
ainda há muito a melhorar.

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