O descaso com o patrimônio

Foi com o dinheiro do contribuinte que os prédios públicos foram construídos, para servir a órgãos importantes, como o IGP ou a Previdência Social. Também é com o dinheiro público, de todos nós, que eles deveriam ser preservados. O caso da estrutura da Previdência Social, o Notícias do Dia já havia denunciado em 2014 e ainda assim nada foi feito. Os prédios definham lentamente, numa das regiões mais valorizadas de Florianópolis.

Faz tempo que, no caso do governo federal, se percebem falhas gritantes no controle e manutenção patrimonial. Os Correios são outro mau exemplo. Fecham agências, especialmente em pequenas cidades, trocam por locais alugados e abandonam terrenos e parte do dinheiro do brasileiro. Da mesma forma que há punição para o gestor que autorizar despesas indevidas, deveria haver rigor e punição severa para o gestor que tiver a responsabilidade pela manutenção e uso dos edifícios públicos e deixar a desejar. Há centenas de órgãos públicos pagando aluguel em estruturas particulares, enquanto as estruturas que pertencem ao povo estão abandonadas. Há quem diga que é mais caro reformar esses locais, mas isso só ocorre depois de anos e mais anos de falta de manutenção.

O certo hoje é que os governos parem de gastar com os bens que sofreram abandono nos últimos anos e promovam leilões para estancar a depreciação e o prejuízo constante. O saldo serviria com certeza para melhorar o caixa da União, por exemplo, permitindo o reequilíbrio das contas públicas. É bem provável, no entanto, que ainda seja necessário um minucioso inventário para que cada uma das esferas de governo saiba exatamente qual é e onde está seu patrimônio. Isso é um verdadeiro retrato do Brasil atual.

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