O egoísmos dos fura-filas

“Farinha pouca, meu pirão primeiro” é um dos ditados populares que mais bem representam o egoísmo do ser humano, de pensar somente em si, de querer as coisas primeiro e somente se sobrar é que poderá partilhar com os demais. É assim que uma minoria vem agindo em relação à vacinação contra a Covid-19.

São os chamados fura-fila, pessoas que desrespeitam a ordem da vacinação por prioridades. Até o ditado acima já ganhou uma versão que retrata a sanha desses “cidadãos” para passar na frente de integrantes de grupos prioritários: “Vacina pouca, meu braço primeiro”.

Denúncias e evidências chegam de toda parte do país. Em Santa Catarina, o Observatório da Vacinação da OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil) completou um mês de atuação. Nestes 30 dias, foram registradas 28 denúncias de irregularidades na distribuição e aplicação de vacinas.

Entre os casos, três são consideradas gravíssimos pela OAB: uma denúncia sobre uma sala de vacinação paralela para furar a fila; e outras duas relatam vacinação irregular de agentes públicos e familiares. Entre os 28 casos, 18 correspondem a casos de fura-fila. Há também denúncias de “profissionais da saúde” sem documentos de identificação e de quem não rompe o lacre do imunizante na frente do cidadão.

Integrantes do Observatório estão colhendo provas e depoimentos para depois encaminhar às autoridades responsáveis. “É preciso transparência em todo o processo”, afirma o coordenador do do Observatório e presidente da Comissão de Direito da Saúde da OAB/SC, Wilson Knoner Campos.

A população deve denunciar os casos irregulares. Aqui em Santa Catarina, as denúncias podem ser feitas por e-mail: denunciavacina@oab-sc.org.br. Sabemos que o ritmo da vacinação está lento, mas no tempo certo todos serão imunizados. O benefício precisa ser coletivo.

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