O eleitor e o Congresso

O discurso de renovação, da nova política, utilizado pela grande maioria dos candidatos nas eleições de 2018 ficou pelo caminho. Pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira (18), mostra que o Congresso Nacional é reprovado por 45% da população brasileira. Apesar da renovação histórica no Senado e na Câmara dos Deputados, a figura do político que está lá em Brasília segue impopular e decepcionando os eleitores. O índice de 45% é dez pontos percentuais a mais do que a pesquisa realizada no fim de agosto. A decepção com os parlamentares só cresce. Das 54 vagas em disputa no Senado na eleição do ano passado, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 87%. Na Câmara, a taxa chegou a 52% dos parlamentares eleitos. Foi a maior renovação em mais de 30 anos. Dos 513 deputados eleitos, 244 ocupam as cadeiras pela primeira vez. Em janeiro, o analista político Gabriel Borges dizia que a tão falada renovação do Congresso ficou apenas nos números: “Essa renovação que está chegando, esses novos rostos não correspondem ao clamor das urnas, que era um pedido de renovação de ideias, de pessoas que nunca estiveram na política, que são fora do sistema”. Quase 11 meses depois, essa pesquisa do Datafolha comprova a análise feita por Borges. Mudaram os rostos, mas o sistema da “velha política” continua entranhado no Congresso. A promessa de renovação ficou para trás. Ainda prevalecem as práticas ardilosas, os conchavos, que só beneficiam os próprios políticos. Ou seja, o que continua como prioridade são os interesses partidários e eleitoreiros. O cidadão, que confiou seu voto a esses políticos, foi novamente descartado.

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