O exemplo dos poderes

Os poderes constituídos, Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, setor Empresarial, a imprensa catarinense, sempre trabalharam e tomaram suas decisões imbuídos de um forte espirito público, em favor da sociedade e assim contribuíram para que Santa Catarina se tornasse o que é: um estado forte, rico e exemplo não apenas para o Brasil, mas para o mundo. A decisão anunciada pelo Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça, de entregar aos cofres do Estado R$ 118 milhões ainda neste mês de agosto, mostra que este espírito segue vivo e precisa continuar sendo levado em consideração. É um gesto que não interessa apenas ao poder Executivo, mas a todo o Estado, pois responde a um forte anseio da sociedade catarinense.

Em nenhum outro lugar do mundo uma sociedade tem dito tão claramente que é hora de economizar, que é hora de cortar privilégios, benesses, carros, aviões, casas, auxílios ou férias excessivas. Que é preciso passar a limpo nossa história e construir um novo Brasil. Isso mostra que nosso país está mudando e toda a sociedade está envolvida nessa nova realidade. Inclusive os poderes constituídos, que se antecipam, interagem e oferecem sua parcela de contribuição, devolvendo o que economizam aos cofres do Estado.

O governo do Estado tem feito a sua parte, implantando novas políticas e fazendo cortes, mas precisa se integrar ao mesmo espirito de diálogo que move os demais poderes. Os recursos já poderiam estar sendo destinados, de outra forma, por exemplo, para a quitação da dívida com a saúde, como propuseram os demais poderes com a criação de um fundo específico no começo do ano. O governo de Carlos Moisés, no entanto, preferiu o caminho do enfrentamento, que nunca foi tônica para o crescimento do nosso Estado e tem se mostrado pouco produtivo num momento em que toda a sociedade precisa de mais diálogo e união. Que o gesto dos poderes em relação ao duodécimo lhe sirva de referência.

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