O fim dos lixões

Em meio a tantas notícias ruins durante a pandemia, é um alento quando vem à tona um assunto positivo, leve, que traz esperança de dias melhores. É o caso da desativação de 600 lixões pelo país em menos de um ano.

Um feito inédito no Brasil, conforme a Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes). O fechamento de lixões é objetivo prioritário do programa Lixão Zero, lançado em 2019 pelo Ministério do Meio Ambiente.

O lixão é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. O chorume, que é o líquido formado pela degradação de compostos orgânicos, se infiltra no solo, podendo contaminar águas subterrâneas.

Somente no Brasil, de acordo com o IBGE, todos os dias são recolhidas mais de 200 mil toneladas de resíduos sólidos, aqueles que pedem uma destinação correta para não entulhar a natureza e provocar ainda mais problemas, sobretudo nas grandes cidades e regiões metropolitanas.

Junto com a desativação de lixões, vem a informação que o IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) firmou um termo de cooperação com oito municípios da Grande Florianópolis com a finalidade de promover o gerenciamento ambientalmente correto de resíduos sólidos.

Faz parte do programa Penso, Logo Destino, do IMA, que visa a conscientização e o envolvimento dos catarinenses para o descarte correto dos resíduos sólidos, tornando Santa Catarina o primeiro Estado a fazer a articulação da logística reversa.

Tão importante quanto às ações do Poder Público é a conscientização do cidadão. É consenso que o respeito ao meio ambiente começa pelas pequenas atitudes individuais. Para reverter a escalada do problema do lixo, é necessário o engajamento da sociedade num grande esforço de educação ambiental, através da mudança dos hábitos. Cada um precisa fazer sua parte.

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