O início da recuperação

Mesmo em meio à crise provocada pela pandemia da Covid-19, a economia brasileira vem conseguindo reagir. Diariamente, números que são divulgados apontam para melhorias em diversos setores. Ainda há alguns índices negativos, mas que em comparação com meses passados indicam recuperação.

É o caso dos dados do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O saldo negativo de empregos formais em junho foi de 10.984 vagas, contra -350.303 vagas em maio.

Os números são animadores, pois o mercado formal de trabalho apresentou melhora em relação a maio. Junho teve 16% menos desligamentos (166.799) e 24% mais admissões (172.520) do que maio. Em números totais, as demissões de empregos formais em junho chegaram a 906.444 e as admissões a 895.460. E mais uma vez Santa Catarina se destaca nacionalmente.

O Estado teve um saldo positivo de 3.721 novos empregos formais em junho, o melhor resultado entre os sete Estados do Sul e Sudeste. Mesmo com a crise política resultante do escândalo dos respiradores, com prisões de integrantes do alto escalão do governo e pedidos de impeachment do governador Carlos Moisés, os catarinenses seguem pujantes na batalha de não deixar o nosso Estado sucumbir aos erros políticos.

Para o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, os dados nacionais do Caged mostram “uma reação clara do mercado de trabalho”, com retomada da economia. “São indícios claros que já iniciamos a retomada. A retomada do mercado de trabalho é muito forte, expressiva. Temos meios para surpreender o mundo, como o nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito”, afirmou.

O recado que vem dos números do mercado de trabalho é claro. Devemos continuar fazendo a nossa parte, com mais um pouco de sacrifício de cada um. Brasil e Santa Catarina precisam estar fortalecidos quando a pandemia acabar.

+

Editoriais

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...