O medo da contaminação

O agravamento da pandemia em Santa Catarina eleva também a preocupação da maioria dos moradores da Grande Florianópolis.

Pesquisa realizada pela Lupi Associados Pesquisa e Marketing e publicada pelos veículos de comunicação do Grupo ND, mostra que 62% da população pede mais restrições para combater o contágio do coronavírus, 64% reprovam a atuação do governador Carlos Moisés e 75,1 avaliam como péssima a atuação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia. Já para 70%, a situação da doença é muito grave no Estado.

Os números da pesquisa revelam o distanciamento entre os governantes e a sociedade durante esse primeiro ano de pandemia de Covid-19. Desde o decreto inicial, no dia 17 de março de 2020, os desmandos e as indefinições dos governos municipais, estadual e federal sobre restrições e protocolos sanitários colocaram a população em lados opostos.

Em vez de somar esforços para evitar a onda de contágio que cresceu ao longo dos meses, os catarinenses se dispersaram nesta guerra contra o vírus.

A polarização política que saiu das urnas em 2018, infelizmente chegou também aos debates sobre a pandemia. Fizemos um jogo de contra e a favor, com aglomerações e isolamento social, sem máscaras e com máscaras. E estamos pagando a conta com perdas de milhares de vidas, com a falta de leitos de UTI e de vacinas, e o enfraquecimento da economia.

O medo de contaminação dos moradores da Grande Florianópolis aumentou 13% de janeiro para o início de março. Há dois meses, 49,1% das pessoas defendiam um aumento nas restrições. Agora, 62,1% querem uma quarentena mais rígida.

A crise bateu à nossa porta. E não podemos ficar sentados esperando ela nos atingir ainda mais. Passou da hora de termos uma união em torno da pandemia. Ainda dá tempo, não podemos desistir desta guerra pela vida. Pelo bem dos catarinenses e dos brasileiros.

+

Editoriais

Editorial

O Grupo ND e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) deram a largada na sexta-feira (23 ...

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...