O mercado de cruzeiros

Por iniciativa da Comissão de Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, será realizada na próxima quinta-feira uma audiência pública para discutir o mercado de cruzeiros marítimos e os motivos que deixam Florianópolis fora da rota de transatlânticos. Será uma oportunidade para que autoridades e representantes do setor turístico façam uma retrospectiva, avaliem os principais entraves e tracem novas estratégias para que a Capital passe a receber os navios, que hoje atracam apenas em Porto Belo, Balneário Camboriú e Itajaí.

O mercado de cruzeiros no Brasil ainda é jovem, comparando com Estados Unidos e Europa, mas é representativo e promissor. Divulgado no final do ano passado, levantamento feito pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, mostrou que na temporada 2018/2019 os transatlânticos movimentaram cerca de R$ 2 bilhões na economia do país.

O número, segundo o documento, engloba tanto os gastos diretos e indiretos das companhias marítimas quanto o dinheiro deixado por turistas e tripulantes. O valor foi 16,2% maior do que o registrado na temporada anterior. O setor cresce no mundo em função da maior oferta de viagens e diversificação de roteiros.

A pesquisa aponta ainda que o gasto médio por passageiro com a compra do pacote foi de R$ 2.929, com tempo médio da viagem de 5,5 dias. Além disso, informa que cada visitante gasta R$ 581,35 nas cidades do roteiro. E mais: 86,2% dos pesquisados demonstraram vontade de fazer nova viagem.

Há dois anos o município de Florianópolis recebeu uma escala teste em Canasvieiras, no Norte da Ilha, mas a Antaq (Associação Nacional de Transportes Aquaviários) identificou 16 problemas, como falta de segurança e trapiche inadequado. Para Florianópolis, um dos principais destinos turísticos do país, voltar a receber os cruzeiros é uma questão de honra.

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