O mundo em alerta

Apesar da rapidez da troca de informações no mundo cada vez mais globalizado, ainda há pouca informação sobre o coronavírus. Mas essa mesma rapidez pode fazer com que uma epidemia de vírus atinja os cinco continentes em poucos dias. É a ameaça que assusta o mundo após a descoberta do coronavírus em Wuhan, na China. O número de mortos se aproxima de 140.

Vinte países já têm cidadãos infectados em seus territórios. São mais de 6,2 mil contaminados, o maior número concentrado na Ásia. No Brasil, o governo monitora nova casos suspeitos. A China tomou providências rigorosas. Isolou a cidade de Wuhan e demais localidades da província de Huben, com cerca de 50 milhões de habitantes. Cancelou as comemorações do Ano Novo, feriado longo que reúne familiares distantes. Proibiu excursões. Desautorizou a venda de animais em mercados.

A suspeita é que o coronavírus tenha sido transmitido aos humanos em razão do consumo de carne de cobra ou morcego. Outros países estão proibindo que seus moradores viajem à China. Companhias aéreas estão cancelando voos para aquele país. Apesar das rígidas medidas, infectologistas afirmam serem insuficientes para conter a expansão do vírus pelo mundo.

Como a China, a segunda potência do planeta, mantém relações comerciais com a maior parte do mundo, o movimento de executivos e profissionais de empresas ou governos, além de turistas, a preocupação com a transmissão só cresce. Apesar de o coronavírus já se mostrar ameaçador, o melhor a fazer cuidar da higiene pessoal, lavar bem as mãos – uma boa dica para qualquer virose – e evitar contato com pessoas vindas da China que apresentem febre e sintomas respiratórios.

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