O novo Largo da Alfândega

Além de um novo ponto de convivência e de lazer, o novo Largo da Alfândega que está sendo entregue hoje significa um marco importante sob o ponto de vista do resgate da história de Florianópolis.  Num país com fama de ser desmemoriado, e de tratar mal seu passado, a devolução do espaço à população tem um peso simbólico absolutamente relevante para quem nasceu e escolheu a Capital para viver.

As obras contemplam uma área total de 13.865 metros quadrados, incluindo trechos das ruas Deodoro e Conselheiro Mafra, e representam investimentos em torno de R$ 9,5 milhões, 90% do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que acompanhou passo a passo a execução dos trabalhos. Os recursos são provenientes do chamado PAC Cidades Históricas.

A transformação do espaço, que estava decadente há vários anos, é resultado de vários fatores, como a obstinação da administração municipal – que não mediu esforços para sensibilizar o Iphan da importância da revitalização – e a afinada parceria técnica entre os órgãos. O projeto é especial sob vários aspectos. Os espelhos d´água, por exemplo, foram pensados para remeter ao mar, que chegava bem perto e foi afastado com o aterro da Baía Sul.

O deck, que convida ao passeio, lembra a antiga área de embarque e desembarquedo cais do porto. Além disso, a belíssima cobertura inspirada em uma renda de bilro homenageia nossos tradicionais rendeiros e rendeiros. Placas informativas colocadas em vários pontos vão contribuir para o resgate das informações sobre o local e a preservação da cultura florianopolitana. A requalificação do Largo da  Alfândega virou case de sucesso quando se fala de preservação do patrimônio histórico.

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