O país não pode ficar parado

Reportagem publicada ontem pelo ND destacou os desafios enfrentados pelos caminhoneiros, que estão entre os trabalhadores que vem atuando diariamente na linha de frente desde o início da pandemia. Enquanto os profissionais de saúde fazem o heroico enfrentamento da Covid-19, a despeito de todas as inúmeras e conhecidas dificuldades enfrentadas nas unidades para o atendimento de pacientes com a Covid-19, os motoristas passam dias na boleia de um caminhão para garantir a manutenção do transporte de cargas.

É uma atividade imprescindível para o abastecimento do país e que precisa superar a precariedade das nossa malha rodoviária, reconhecidamente um dos maiores gargalos logísticos do setor produtivo brasileiro.

O desafio do Brasil é compatibilizar a retomada progressiva da economia – garantindo, logicamente, a preservação da saúde desses profissionais que não podem parar – com um combate enérgico ao coronavírus que resulte na diminuição ostensiva da curva de contágio e que estanque as mortes. O problema se arrasta.

O país vive sob a égide do isolamento social há cinco meses, com recuos e avanços nas atividades econômicas que já causaram prejuízos incalculáveis e uma legião de desempregados.

Ainda que tardia, a expectativa é que os governantes de todos os âmbitos – União, Estados e municípios – alinhem suas estratégias e políticas públicas para ações efetivas que acabem com essa macabra estatística diária de óbitos relacionados à doença. E, mais do que isso, que polarizações políticas e ideológicas – em grande parte vinculadas aos projetos eleitorais da campanha de 2020 – não dificultem e tumultuem ainda mais essa jornada pela preservação da vida.

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