O princípio da vida

Mais do que celebração e enaltecimento, o Dia Internacional da Mulher é uma data de reflexão para reconhecer as conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres.

Também é uma oportunidade de chamar atenção para a necessidade de acelerar os movimentos em direção à igualdade de direitos e de condições em relação aos homens.

A mulher hoje é reconhecida como uma das principais transformadoras da sociedade, destacada pela emancipação da humanidade, e valorizada no protagonismo do desenvolvimento econômico, cultural, político e social. Na edição do fim de semana, o ND brindou os leitores com histórias de catarinenses que atuam na Saúde e se destacam na luta contra a Covid-19.

As mulheres são maioria na medicina, na enfermagem e na pesquisa científica, e diariamente encaram de frente o perigo em forma do coronavírus.

Houve muitos avanços nos últimos anos, principalmente na inclusão da mulher no mercado de trabalho. O salário ainda é desigual, mas ao menos esse quadro aos poucos vem mudando, mesmo que não seja na velocidade desejada ou necessária.

As frentes na luta por direitos iguais são várias, mas ainda há muito a ser feito. Porém, em um quesito o Brasil carrega a mancha de ser um dos campeões em violência contra a mulher em todo o mundo.

A Lei Maria da Penha veio como importante ferramenta para mudar esse triste cenário: a cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil. A violência é movida por um sentimento, mas está longe de ser amor. Só o sentimento de posse ou de superioridade (de força física, na maioria dos casos) que justifica números tão alarmantes.

Não precisaria ser tão difícil assim para elas. Afinal, todos os dias devem ser das mulheres, é isso que deveríamos aprender desde as fraldas. Elas são o princípio de tudo, da vida. Menos mal que a luta esteja em curso e que as novas gerações estejam chegando com outra mentalidade – de respeito e apreço à igualdade, o que torna o mundo muito mais agradável e mais fácil de habitar. Viva as mulheres.

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