O que aprendemos?

Hoje faz exatamente um ano que a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou a pandemia do novo coronavírus. Um aniversário que ninguém quer comemorar. Até mesmo porque naquele 11 de março de 2020, mesmo diante das expectativas mais temerosas, ninguém sequer imaginava o cenário em que nos encontraríamos neste momento. Um ano inteiro de mudanças, onde fomos atingidos em toda a nossa vida.

Mesmo os que tentaram ignorar a ação do novo coronavírus sentiram seus efeitos. Se não na condição de vítimas da doença, em suas rotinas. Reaprendemos o óbvio, de que os princípios básicos de lavar mais as mãos e que adotar hábitos de higiene salvam vidas, e muito mais. E depois fomos aprendendo e desaprendendo, é trabalho em casa, é escola em casa, é show em casa.

Criamos o hábito de carregar junto um frasco com álcool, cobrimos o sorriso com uma máscara, que deve se tornar um acessório de vestuário indispensável para muitos no futuro. Antes de 2020, para grande parte da população brasileira o álcool era utilizado em casos muito específicos – em hospitais e clínicas médicas, e como auxiliar na limpeza da casa.

Hoje, é um produto do cotidiano do brasileiro. Além de higienizar as mãos com álcool, também passamos todos a desinfetar todos os itens de compras quando chegamos em casa.

Um ano depois do primeiro caso confirmado no Brasil, as estimativas mais ousadas e que pareciam impossíveis de se concretizar foram ultrapassadas. São mais de 11 milhões de casos confirmados e quase 270 mil vidas que ficaram pelo caminho.

E o que mais a população aprendeu, além de que os velhos e bons hábitos de higiene podem salvar vidas? A solidariedade também foi um dos grandes aprendizados em meio à pandemia.

A população se uniu em prol de uma causa: o combate ao coronavírus. Alguns muito mais do que outros, é verdade, mas no conjunto, estas boas ações se sobressaem às demonstrações explícitas de egoísmo e de descaso com a vida alheia.

A vacina, sabemos, é o caminho mais certo para contermos a circulação do vírus e salvarmos vidas. Mas enquanto ela não chega, que cada um faça um exame de consciência. Se confia no tratamento precoce, que peça a seu médico. Se tem uma vontade irresistível de badalar, que pense no futuro, que se reserve um pouco mais, porque isso também é aprendizado e valorização da vida

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