O sonho do lixo zero

FRASE: E a solução para reduzir esta conta, ao contrário do que se pensa, não está nos gabinetes, mas está na casa de cada morador desta cidade.

Informação divulgada nesta semana pela Prefeitura de Florianópolis, de que R$ 10 milhões foram investidos neste ano na coleta seletiva de lixo, revela a preocupação do poder público com o tema. Trata-se da intenção, elogiável, de que a Capital catarinense se torne a primeira com lixo zero do país.

Sabemos que a pandemia acabou por atrapalhar um pouco o processo, pois a coleta seletiva foi suspensa por um tempo e depois retornou com calendário alterado. Mas é impossível não se preocupar com o tema diante dos números astronômicos revelados pela Comcap.

São gastos R$ 90 mil por dia para enterrar 700 toneladas de lixo. E o que é lamentável é que neste volume todo encontra-se entre os resíduos orgânicos e restos de comida – que também poderiam ser reaproveitados como adubo caseiro ou mesmo biocombustíveis -, também muito vidro, papel e plástico, que não passaram pelo correto processo caseiro de reciclagem.

E a solução para reduzir esta conta, ao contrário do que se pensa, não está nos gabinetes, mas está na casa de cada morador desta cidade. E aqui não tem divisão de classe política, social, religiosa, de gênero, de raça ou qualquer outra. Todos, absolutamente todos, têm que refletir sobre o mundo que queremos deixar para os nossos filhos, netos, sobrinhos e demais descendentes.

E se queremos um mundo limpo, vamos começar agora, fazendo o dever nosso de cada dia, dentro de nossos lares. Não custa nada colocar pelo menos dois cestinhos de coleta de lixo e separar todo o lixo limpo e que exaustivamente somos informados de que é reciclável.

Esta ação tão básica, e que deve ser incorporada à nossa rotina, em um futuro talvez não muito distante permitirá que o município possa investir os R$ 90 mil que enterra diariamente no aterro da vizinha Biguaçu, em outras prioridades, como saúde, educação e segurança, por exemplo.

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