Oeste catarinense pede socorro

A paciência das lideranças empresariais do Oeste catarinense com o descaso dos governantes chegou ao fim.

Representantes de seis entidades – Acic (Associação Comercial e Industrial de Chapecó), CEC (Centro Empresarial), Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina), Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), Facisc (Associações Empresariais de Santa Catarina) e Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina) – lançaram ontem o “Manifesto pelo Oeste”.

O documento aponta a falta de investimentos públicos e o abandono da região: “O Oeste não aceita mais a condição de território de segunda categoria, abandonado e desvalorizado. É preciso catarinizar o Oeste, incorporando-o nas reais prioridades do governo e da sociedade”.

O Grupo ND, que está presente na região há décadas , reconhece a necessidade e apoia a justa reivindicação das lideranças. É inadmissível que a região, uma das mais produtivas do país, com destaque nacional e internacional na produção de aves e suínos, continue sofrendo com uma infraestrutura deficiente que onera os custos de produção e prejudica o desenvolvimento das cidades e a ampliação das indústrias.

As entidades também reclamam de uma “relação de extrema injustiça na qual os impostos arrecadados não retornam em obras e serviços”. E clamam por investimentos urgentes em energia elétrica, abastecimento de água, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, comunicações, centros de pesquisas, hospitais e segurança pública.

Essas deficiências preocupam as lideranças, que veem, em curto e médio prazo, a fuga de capitais, a evasão de empresas e a transferência das agroindústrias para o Centro-Oeste brasileiro, o que provocaria a destruição de empregos.

A crítica aos políticos é generalizada: falta de protagonismo dos representantes da região na Assembleia Legislativa, no Congresso Nacional e na administração direta e indireta do Estado e da União. O descaso, dizem as entidades, “é fruto da inércia de sucessivos governantes”.

As entidades pedem que a injustiça seja reparada e convoca empresários, trabalhadores, estudantes, lideranças do campo e da cidade para se unirem em favor das grandes causas do Oeste.

Enquanto a comunidade do Oeste faz sua parte, com excelência, governantes fecham os olhos para a região que é o “celeiro de Santa Catarina”. O Oeste pede socorro. É hora de reverter esse quadro.

+

Editoriais