Os antídotos contra a crise

“O Brasil está se recuperando em “V”, mas o desempenho do 2º semestre deve ser afetado pelo agravamento da pandemia”.

Puxada pela recuperação da economia no início do ano e por arrecadações atípicas de impostos, a arrecadação federal bateu recorde em março e chegou à marca de R$ 137,9 bilhões.

Apesar da expressiva marca – foi a maior para março desde o início da série iniciada no ano de 1995 – o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao mesmo tempo em que comemora o desempenho, sabe que o governo precisa ir além para dar sustentação à retomada da economia no país.

De acordo com o ministro, os índices de atividade econômica apurados pelo Banco Central estão vindo bem acima do esperado, comprovando a recuperação em todos os setores, incluindo o comércio, que já está superando a fase pré-pandemia.

E o mesmo se repete na geração de empregos no Brasil, onde Santa Catarina vem se destacando, por exemplo, com oito meses seguidos de superávit de criação de novas vagas formais. O ministro diz que o país foi derrubado pela pandemia, mas se recuperou em ‘V’.

Ainda assim, ele está atento e diz que não é o momento de baixar a guarda, já que as expectativas para o segundo trimestre são de que o agravamento da pandemia pode prejudicar o prosseguimento da recuperação da economia, já que novas medidas restritivas foram tomadas no início de março. Para vencer o desafio, Guedes defende a aceleração do ritmo de vacinação contra a Covid-19. “A melhor política fiscal para as contas públicas é vacina, vacina e vacina”, afirmou.

Ele lembrou que além do pagamento da segunda rodada do auxílio emergencial, o governo prepara “novas camadas de proteção” à população. Entre elas, reeditar o programa de manutenção do emprego com redução de jornada ou suspensão do contrato de trabalho e o Pronampe, que fornece crédito para micro e pequenas empresas afetadas pela pandemia.

O que se espera, portanto, é que os planos do governo, seja a aceleração da vacinação – ou as medidas de apoio à retomada do setor produtivo – se tornem realidade o mais rápido possível, para que a recuperação da economia siga seu curso sem novos sobressaltos.

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