Os bailinhos da UFSC

A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), mais uma vez, voltou ao noticiário policial. Uma briga no dia 31 de agosto, durante um baile não autorizado na madrugada dentro do campus, deixou um homem gravemente ferido. Festas que terminam em confusão, com muita bebida, drogas e som alto, há anos incomodam e preocupam moradores do entorno do campus e pais dos jovens que frequentam esse ambiente. Os promotores desses bailinhos se apegam erroneamente na questão de que a Polícia Militar não entra no campus, o que acontecia antigamente, para fazer o que bem entendem nas madrugadas. Em 2016, a universidade autorizou a intervenção da PM em festas não autorizadas. Naquela época, dados coletados pela Assessoria de Pesquisa e Análise da Procuradoria da República em Santa Catarina, em conjunto com o Deseg (Departamento de Segurança) da UFSC, mostravam que 90% dos roubos a mão armada no campus aconteciam durante eventos não autorizados. Diversas ações foram divulgadas, algumas executadas, como o fechamento dos portões de acesso, e outras ficaram apenas na ideia, como o cercamento de todo o campus. Em 2018, foi criada uma forçatarefa, coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, para acabar com os problemas de barulho, violência e tráfico de drogas nos bares do entorno da universidade. Isso foi resolvido. Mas as festas noturnas, madrugada adentro, continuam sendo um tormento para quem é obrigado a conviver com esse tumulto. A UFSC tem uma história rica e uma gigantesca contribuição à sociedade catarinense. Dos seus cursos saíram mestres, doutores e profissionais, nos vários campos do conhecimento, que transformaram Santa Catarina num Estado de excelência. A universidade não pode ficar manchada por atos inconsequentes de pessoas que muitas vezes nem fazem parte da comunidade acadêmica.

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