Os efeitos positivos da vacinação

Números divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ontem, mostram os efeitos positivos do avanço da vacinação contra a Covid-19 no país. Pela primeira vez, desde dezembro de 2020, nenhuma unidade da federação está com mais de 90% dos leitos destinados à internação ocupados por pacientes com coronavírus.

Baseados nos números, os pesquisadores da Fiocruz reforçam, mais uma vez, que a vacinação tem feito a diferença e vai aumentando seus reflexos positivos à medida que a imunização é ampliada.

Segundo o boletim da Fiocruz, a maior parte dos Estados está atualmente na zona de alerta intermediário, com taxas de ocupação entre 60% e 80% e sete Estados estão na zona de alerta baixo, com menos de 60%. Infelizmente, Santa Catarina, ao lado de Goiás, Paraná e Distrito Federal, ainda permanece na zona de alerta crítico, com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados e, pior ainda, com o maior número do país: 82%.

Ainda assim, o Estado começou a semana com 200 leitos vagos de UTI Covid, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. E Florianópolis, com taxa de ocupação de 53%, está no grupo de 12 capitais fora da zona de alerta.

O relatório destaca ainda outro grande avanço graças à vacinação: a incidência e mortalidade da Covid-19 no Brasil estão em queda pela terceira semana seguida. Mas, ainda assim, em patamares altos, com média de mais de 46 mil novos casos e 1.300 óbitos diários nos últimos sete dias.

E o vacinômetro do Estado mostra que há outros números dignos de registro. Santa Catarina já registrou mais de 4 milhões de doses aplicadas. Os dados revelam que mais de 3 milhões já receberam a primeira dose, o que representa quase 55% de cobertura vacinal da população alvo (acima de 18 anos).

E o secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, assinala que Santa Catarina vem melhorando dia após dia os índices de combate à pandemia. Por exemplo, mais de 1 milhão de catarinenses já estão com esquema vacinal completo.

O boletim da Fiocruz diz ainda que o cenário pode indicar um arrefecimento mais duradouro da pandemia nos próximos meses. Mas alerta que, para isso, os governos precisam continuar intensificando a vacinação, enquanto a população precisa completar sua imunização e continuar respeitando as regras de distanciamento social, além de usar máscara e álcool em gel.

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