Os perigos da BR-282

Com 680,6 quilômetros de extensão, a BR-282 é um elo importante para o desenvolvimento do Estado, mas se tornou um desafio para quem trafega por suas pistas simples e perigosas, com muitas curvas e um trânsito cada vez mais intenso.

A rodovia que cruza Santa Catarina, de Florianópolis a Paraíso, no Extremo-Oeste, tem apenas 40,6 quilômetros de trechos duplicados (dados de outubro de 2019). “Não há dúvidas de que a BR-282 está com sua capacidade esgotada”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedroso.

Dados do DNIT divulgados pelo presidente da Faesc mostram que o mau estado de conservação de uma rodovia resulta no acréscimo do consumo de combustíveis em até 58%, no aumento no custo operacional dos veículos em até 40%, na elevação do índice de acidente em até 50% e na extensão do tempo de viagem até 100%. A BR-282 já deveria estar duplicada há muito tempo. Milhares de acidentes e mortes teriam sido evitados.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, a BR-282 é a rodovia, entre as federais com trechos em Santa Catarina, que mais tem acidentes fatais a cada ano. Pista simples, curvas acentuadas e imprudência dos motoristas são os principais fatores que fazem da BR-282 uma estrada perigosa.

Apesar dos problemas, ela é fundamental para o escoamento do agronegócio e de outros produtos oriundos dos municípios do Oeste catarinense para os portos de Laguna, Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá, e para os centros de distribuição de grandes supermercados e indústrias do Estado.

A BR-282 é responsável pelo tráfego de mais de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) de Santa Catarina. Apenas esse dado dá a dimensão da importância e do tamanho do movimento dessa rodovia.

Cidades inteiras cresceram e se desenvolveram às margens da BR, que hoje precisa readequar o trânsito local com o fluxo crescente que corta o Estado. Enquanto obras ou melhorias não são executadas, quem trafega pela 282 precisa redobrar a atenção. Para que vidas não continuem sendo perdidas dia após dia.

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